A Importância do Aleitamento Materno Exclusivo

De 1979 até 2000, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomendava aleitamento materno exclusivo por 4 a 6 meses, mas, a partir de 2001, passou a recomendá-la por 6 meses, com base em evidências científicas sobre os benefícios da amamentação exclusiva até essa idade.
O leite materno é fundamental para a saúde das crianças nos seis primeiros meses de vida, por ser um alimento completo, fornecendo inclusive água, com fatores de proteção contra infecções comuns na infância, isento de contaminação e perfeitamente adaptado ao metabolismo da criança. Além do mais, o ato de amamentar é importante para as relações afetivas entre mãe e filho.
Já foi demonstrado que a complementação do leite materno com água ou chás nos primeiros seis meses de vida é desnecessária, inclusive em dias secos e quentes. Recém-nascidos normais nascem suficientemente hidratados para não necessitar de líquidos, além do leite materno, apesar da pouca ingestão de colostro nos dois ou três primeiros dias de vida.
A amamentação exclusiva tem sido recomendada por oferecer maior proteção contra infecções. O efeito protetor do leite materno contra diarréias pode diminuir consideravelmente quando a criança recebe, além do leite da mãe, qualquer outro alimento, incluindo água, sucos ou chá. Portanto, o aleitamento materno exclusivosem complementaçãodeve ser enfatizado nos primeiros meses de vida, considerando, entre outros fatores, que uma parcela significativa da população brasileira vive em condições precárias e a diarréia é ainda importante causa de mortalidade infantil.
Sob o ponto de vista nutricional, a complementação precoce é desvantajosa para a nutrição da criança, além de reduzir a duração do aleitamento materno e prejudicar a absorção de nutrientes importantes existentes no leite materno, como ferro e zinco. A complementação com outros alimentos e líquidos não nutritivos diminui o volume total do leite materno ingerido, independente do numero de mamadas. Como os alimentos oferecidos às crianças pequenas, nos primeiros anos de vida, não são nutricionalmente adequados quanto o leite materno, outro fator que deve ser considerado na amamentação não exclusiva é o uso de mamadeiras para ofertar líquidos à criança. Essa pratica pode ser prejudicial, uma vez que a mamadeira é uma importante fonte de contaminação, além de reduzir o tempo de sucção das mamadas, interferindo na amamentação sob livre demanda, alterar a dinâmica oral e retardar o estabelecimento da lactação. A técnica de sucção da mamada e da mamadeira/chupeta são distintas. Os movimentos da boca e da língua necessários para a sucção da mama são diferentes daqueles utilizados para sugar a mamadeira, confundido o bebê. De fato, recém-nascidos, expostos à mamadeira, podem apresentar dificuldade em sugar o peito. Alguns bebês amamentados, após a exposição à mamadeira, choram, ficam inquietos, pegam e largam o peito por dificuldades na sucção, o que pode diminuir a autoconfiança de suas mães que por sua vez acreditam que seus bebês não gostam de seu leite, que rejeitam o peito entre outros. Vários estudos relatam associação entre o uso da mamadeira e o desmame precoce.
Outro risco conhecido da alimentação artificial é a diluição inadequada do leite, muitas vezes por recursos das mães, na tentativa de fazer com que o leite dure mais. Formulas/leites fluidos muito diluídos ou muito concentrados são prejudiciais para a criança por influir no ganho de peso para menos ou para mais, respectivamente.
A amamentação exclusiva é importante também na diminuição da fertilidade após o parto. Sabe-se que a ausência de menstruação devido à lactação depende da freqüência e da duração das mamadas. Em comunidades onde as mulheres amamentam por menos tempo e começam a complementar a dieta da criança mais cedo, o período em que a mulher fica sem menstruar depois do parto é menor.
Não há dúvidas quanto às vantagens da amamentação exclusiva nos primeiros meses de vida da criança e quanto às desvantagens da introdução precoce de outros alimentos e mesmo líquidos, como água ou chás, e o uso de mamadeiras/chupetas.
Uma revisão sistemática publicada em 2002 e revisada em 2012 avaliou os efeitos na saúde, no crescimento e no desenvolvimento de crianças amamentadas exclusivamente até os 6 meses comparadas a outras que receberam leite materno exclusivo até somente até os 3 ou 4 meses, época que foi introduzida a alimentação complementar. Como conclusões destacam-se:
– As crianças que mamaram exclusivamente até os 6 meses, tanto em países desenvolvidos como em países em desenvolvimento, apresentaram risco de morbidade por infecção gastrintestinal e infecção respiratória significativamente menor, além de não apresentarem risco maior de déficitis de crescimento (peso ou comprimento)
-Para mães que amamentam exclusivamente por seis meses houve maior rapidez na perda de peso acumulado durante a gravidez e prolongamento do período de amnorréia (ausência de menstruação após o parto).
Fontes: //bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_criancas_menores_2anos

pdf e Amamentação – Bases Científicas – 4ª edição – Ed. Guanabara Koogan

Aleitamento Materno

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